Conversa: falta de inspiração

Oi, amores! Tudo bom?

Hoje eu quase, pela primeira vez em dois anos do blog, não fiz um post! É por isso, inclusive, que esse entrou mais tarde. Passei a manhã inteira tentando pensar em alguma coisa para postar e nada veio a mente, então pra não simplesmente postar qualquer lixo ou uma coisa que não tinha nada a ver, resolvi que não postaria.

Eu tinha planejado falar sobre minha formatura que está se aproximando, coloquei “conversa sobre final do curso” no meu planejamento, mas acabei decidindo que não iria falar sobre isso ainda. Estou terminando o sétimo período de jornalismo, mas ainda tenho um período pela frente – e um TCC. Então não acho que seja a hora para começar a lamentar ainda, afinal sei que fazer um TCC não é coisa fácil.

Fiquei buscando uma alternativa, mas simplesmente não me ocorreu nenhuma outra ideia, então resolvi fazer um post sobre algo que todos nós sofremos: falta de inspiração, bloqueio, falta de motivação e simplesmente falta de vontade. Não entenda errado, eu tenho mais outras dezenas de posts planejados para as próximas semanas, mas hoje simplesmente não me veio nada em mente; de última hora, meu cérebro não funcionou.

Eu até me considero uma pessoa criativa, ideia fluem com certa facilidade e naturalmente, mas eu sou um ser humano, então vez ou outra a cabeça não está no lugar certo ou o cansaço é muito grande, então nada surge. Isso é normal e não vejo porque se frustar, mas com certeza também não é “desculpa” para simplesmente não fazer, não é?!

Então para que nunca mais eu fique sem ideia para fazer um post, fiquem à vontade para deixar pedidos, sugestões, dicas, o que for, nos comentários abaixo, pelo instagram (@conversasdepenteadeira) ou por email (paulapaixaocdp@gmail.com) e eu vou amar demais.

Anúncios

Conversa: medo da própria criatividade

faves-setembro-6

Eu li um livro chamado Big Magic, da mesma autora de Comer, Rezar e Amar, Elizabeth Gilbert. Nesse livro, Elizabeth fala, sem rodeios, sobre as frustrações e complicações de uma pessoa que escolhe viver uma vida criativa. Com isso, ela não quer dizer pessoas que largam tudo para escrever livros ou pintar quadro, mas sim pessoas que estão abertas a aceitar as ideias que tem, que aceitam sua própria criatividade e que vivem uma vida na qual elas não rejeitam ideias por medo de não dar certo.

No livro, Elizabeth Gilbert reflete sobre como é difícil ganhar do medo e como as pessoas deixam boas ideias e sonhos escaparem por isso. Isso fez com que eu refletisse sobre a quantidade de vezes que eu mesma desisti das coisas por frustração ou por medo. Eu, particularmente, sou uma pessoa muito criativa. Desde pequena, eu deixava as ideias correrem soltas e meu pai sempre dizia para quem quisesse ouvir: “essa menina é cheia de ideia”. Não me lembro ao certo quando a inocência de criança foi substituída pelo medo de falhar.

Como eu já contei, foi um processo muito longo para que esse blog fosse criado. Eu resisti muito por achar que não conseguiria manter e, principalmente, que as pessoas não iriam gostar. Isso é o tipo de coisa que “afasta” as ideias. Elizabeth Gilbert trata de ideias como coisas vivas e com vontade própria, então se uma ideia percebe que você tem medo dela, ela vai embora, buscando alguém que esteja disposto a aceitá-la. Por isso, já perdi muitas ideias (e olha que costumo ter muitas), mas o blog foi algo que eu tentei resistir, mas não consegui. Quando finalmente aceitei, as ideias e planos começaram a aparecer como água descendo de uma torneira aberta. É uma sensação maravilhosa. Ver que o blog agora tem mais de 11 meses só me faz querer me abrir ainda mais para ideias, mesmo ainda restando certo receio de errar ou falhar.

Big Magic foi, para mim, um despertador. Eu fiz questão de ler bem devagar, absorvendo com cuidado cada página. Eu aprendi muito sobre a arte da criatividade e nunca mais olharei para minhas ideias da mesma maneira. Realmente recomendo esse livro para qualquer pessoa que deseja viver uma vida criativa.