Planos para o Natal?!

Olá, amores. Como vão vocês?

A minha época preferida do ano se aproxima e claro que a programação do blog vai ser super especial nessa época. Esse post é para explicar como vai ser dividido o conteúdo esse ano.

Ano passado, eu fiz um post por dia, todos com tema de Natal, e chamei de blogmas, expressão já usada por blogueiras gringas. Teve de tudo, dicas de decoração, presentes, receitas, looks, muito conteúdo que eu ainda acho que seria válido para esse ano, então pode ir conferir o especial de natal de 2016.

Para 2017, eu queria fazer algo diferente. Primeiro porque não sei se teria criatividade o suficiente para fazer um post por dia novamente e também não queria que ficasse repetitivo. Então vamos ter os três posts por semana normais, com resenhas, lançamentos, dicas, as conversas que vocês já conhecem. Mas os outros dois dias úteis da semana vão ser para falarmos sobre o natal.

Separei uma tag para responder e dicas atuais para as festas de final do ano. Então, serão três posts normais e dois posts de natal durante todo o mês de dezembro. Captaram? Anotem no calendário, em um post-it, só não esqueçam de vir visitar o blog todo os dias, ta?!

Se vocês quiserem algum tipo de conteúdo específico, é só colocar aqui nos comentários. Amo atender os pedidos de vocês!

Anúncios

Conversa: mania de comentários odiosos online

Eu estudo e trabalho com comunicação, então uma coisa constante na minha vida é ver gente falando coisas absurdas sob a segurança de estar por trás de uma tela de computador. Isso é uma coisa que vem sendo muito discutida ultimamente e já fica meio que subentendido que as coisas que uma pessoa diz online, ela provavelmente não diria ao vivo.

Mas o que, exatamente, isso quer dizer? Seria que uma mesma pessoa tem duas personalidades diferentes?! Ou seria que ela esconde uma parte mais negativa de sua personalidade no dia a dia, já que certas coisas não são aceitas em sociedade, mas ela se sente segura o suficiente para ser livre online?

Eu posso garantir a vocês que eu nunca mandei nenhum comentário odioso para ninguém e sei que minhas amigas de ciclo mais próximo também nunca mandaram. Fiquei me perguntando o porquê de um grupo de pessoas se sentir confortável a ponto de mandar outra pessoa se matar em um comentário de instagram. Cheguei a conclusão óbvia: uma pessoa que faz esse tipo de coisa tem problemas pessoais muito sérios.

Recentemente o YouTuber Jeffree Star postou um vídeo se desculpando por comentários racistas que ele havia feito no passado. No vídeo, ele explica que estava passando por um momento muito baixo de sua vida e sentia raiva de tudo e de todos. Por ele ser gay e gostar de maquiagem, as pessoas o tratavam mal e, em retorno, ele revidava com mais palavras de ódio. Hoje, ele está em outra fase e consegue perceber o absurdo que fez e a seriedade de suas palavras.

Essa experiência do Jeffree, pra mim, reflete exatamente o que eu vejo diariamente na internet; pessoas se destratando, xingando e ameaçando outras de morte simplesmente por não concordarem com o que a outra está fazendo. Cada dia mais vejo pessoas que trabalham com mídia falando sobre isso, pois o número de pessoa online tem crescido cada vez mais.

Tenho várias teorias sobre de onde vem tanta raiva e tanta “coragem” (com muitas aspas) para falar certas coisas online, mas o que eu não tenho é uma solução para que isso acabe. Muitas dessas pessoas devem estar passando por momentos ruins como o Jeffree, outras são simplesmente ruins, mas o que resta seria essas pessoas atingirem um certo nível de maturidade para finalmente pararem com isso.

Mas até quando a interner continuará sendo terra de ninguém? E até quando essas personalidades online vão conseguir suportar o ataque diário de comentários negativos e cheios de ódio?

Retrospectiva 2016

Que 2016 foi um ano complicado todo mundo sabe. Mas mais do que isso, ele foi um ano de aprendizado para todos. Acho que tivemos que aprender a ser solidários, pois muitas pessoas foram vítimas de tragédias inimagináveis. Tivemos que nos unir e aprender a agradecer quando nos vemos em situações privilegiadas.

image
Primeira selfie de 2016

Mas eu diria que nada faz a gente aprender tanto quanto quando nós mesmos somos colocados em situações que nos tiram do nosso conforto. Nada como sentir na pele. Esse ano eu aprendi e percebi algumas coisas que eu não entenderia se alguém simplesmente me dissesse. Eu já havia falado há algum tempo que escolhi sair do meu emprego anterior para seguir a carreira de jornalista – mas essa decisão não foi nada fácil, apesar de ter sido de coração.

Foi aí que eu experimentei o que é ter medo das coisas darem errado. O imprevisível é uma coisa terrível. Mas com essa experiência eu entendi que não preciso ter medo se eu estiver fazendo uma coisa de coração e que eu acredite ser o correto para mim. Contanto que eu não faça nada que prejudique os outros, qual é o problema? Quando o coração manda, a gente obedece. Em momento nenhum eu me arrependi da decisão que tomei no primeiro semestre e sei que escolhi certo.

Outra coisa que eu percebi esse ano foi que muitas coisas na vida nos levam para lugares que não são necessariamente o que a gente quer. Pode até ser uma coisa muito boa, mas não tem nada a ver com o que a gente projeta para o nosso futuro. Chega um momento que parece que você está tentando nadar contra a corrente, mas acho que preciso aprender a dar braçadas mais fortes para que eu possa ir pelo caminho que eu quero – e não pelo caminho que a vida quer que eu vá.

image
Última selfie de 2016

Porém, isso não significa dizer não a oportunidades. A gente nunca sabe muito bem a diferença que certas decisões tem na vida da gente, então não vale ficar dizendo não a tudo só porque não está relacionado ao que a gente planeja pro nosso futuro. Lembra o que eu falei sobre planos a curto, médio e longo prazos? Pois é, vamos focados nos de longo prazo, mas sem esquecer daquele projeto massa que apareceu pro mês que vem.

2016 não vai deixar saudades, mas já deixou muitos ensinamentos.

Conversa: como se tornar uma pessoa organizada

As pessoas comentam sobre minha organização e disciplina com certa frequência. Amigos, colegas de turma e professores já perceberam que eu sou bem responsável e organizada e alguns deles já vieram me pedir dicas e perguntar como eu consigo manter minhas coisas tão certinhas apesar da correria do dia a dia. Eu tenho sim dicas de organização e posso fazer um post separado sobre isso, mas queria conversar aqui sobre os pedidos de ajuda.

Antes de mais nada, é necessário ver organização como uma coisa boa. Eu amo arrumar meu quarto, amo fazer listas de coisas que preciso fazer, amo organizar meu planner, amor gerenciar meus compromissos. Se você enxerga organização como um fardo ou obrigação, você dificilmente conseguirá atingir os níveis de disciplina que deseja ou precisa ter.

Você concorda que ter coisas demais para fazer é estressante? Se acha que sim, você deve entender bem como é o sentimento de achar que tudo está saindo do controle, que você não vai ter tempo de fazer nada do que precisa fazer. Esse pensamento estressa, deixa a gente nervoso e ansioso. Como parar esse sentimento, então? Nos organizando.

papeterie 2

Fazer uma lista de coisas que você precisa fazer vai, sem dúvida nenhuma, lhe ajudar a recuperar o sentimento de controle. Você é dono do seu tempo, então se quer primeiro fazer um trabalho da faculdade e só depois ler aquele livro que o professor mandou, coloque isso na sua lista. É sua escolha, você é quem manda. Porém, se você só ficar pensando que precisa fazer um trabalho sem sentar e planejar de que horas você realmente vai fazer, o relógio vai continuar andando e o nervosismo vai aumentando.

“Mas não depende só de mim”. Então vá lá e tome uma atitude.

Eu sou estudante de jornalismo e muito do que eu faço não depende só de mim. Quando vou fazer uma entrevista, dependo do entrevistado. Quando tenho dúvidas, dependo do professor. Mas o que der para fazer no meu tempo, eu vou fazendo. Adiantar o máximo que você puder também dá uma sensação de controle maior do que simplesmente esperar pela boa vontade dos outros.

Não podemos nos iludir, às vezes as coisas dão errado ou o tempo acaba. Porém, o processo até chegar naquele momento vai ter tido um nível de estresse muito menor. Já chega de “depois eu faço”, sente-se e diga “amanhã, às 9:30 da manhã, eu vou fazer” e faça. Ao perceber como isso ajuda e ao sentir a satisfação de realizar um bom plano, organização vai se tornar parte da sua rotina.

Eu não sou especialista nisso; muito longe disso. Mas posso falar por experiência própria que quanto mais eu me organizo, mais eu quero me organizar. Faça o teste, tome as rédeas dos seus compromissos e depois me conta como foi.