Conversa: 21 anos completos

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Todas as fotos nesse post foram tiradas por Malu Didier.

Eu lembro que no meu aniversário de 15 anos, eu achava que já era crescida. “Agora tenho 15 anos, sou quase uma adulta.” É hilário pensar o quanto eu estava errada em achar que eu entendia alguma coisa da vida. Hoje eu completo 21 anos e posso dizer com toda certeza que eu não sabia de nada sobre nada na época e, aos 21, eu ainda não sei.

Pode parecer uma coisa ruim dizer isso, mas já fiz as pazes com esse pensamento. Sim, já tive algumas experiências e já aprendi algumas coisas, mas uma das coisas mais importantes que aceitei é que eu preciso estar aberta a aprender, por mais que eu ache que saiba de alguma coisa. Tenho a sorte de estar rodeada por pessoas maravilhosas que me ensinam inúmeras coisas todos os dias. Família, professores, amigos, colegas de turma e de trabalho que dividem pensamentos e histórias, me inspiram e me fazem refletir. Escutá-los foi a melhor decisão que eu tomei.

PENTEADEIRA 4Além disso, eu aprendi a escolher minhas batalhas e defender minhas crenças. Para que a vida não passe em branco, acho importante tentar fazer a diferença. Não falo de heroísmos, mas de fazer o melhor possível com o que se tem. Falo em usar as oportunidades e privilégios para dar vez e voz para quem não tem – às vezes até a si mesmo.

Mais recentemente venho tentando transitar entre planos de curto e longo prazo. Para quem não tem muita paciência para esperar e tem ansiedade, fica difícil não pensar no que a vida vai ser daqui a cinco ou dez anos. Mais difícil ainda é não planejar tudo na esperança de que vai acontecer exatamente como a gente quer.

Bem, é muito verdade que o futuro começa agora. O que eu faço hoje vai repercutir no meu futuro, seja por uma pessoa que eu conheci ou por uma oportunidade que deixei passar, vai afetar meus planos futuros. Por isso, preciso ser honesta, ética e consciente a partir de agora. Plantar as sementes para que eu tenha opção do que colher no futuro.

Ao mesmo tempo, aprendi que é muito necessário deixar que as coisas simplesmente aconteçam e aceitar que às vezes mudamos de ideia. Aos 18 anos, recebi uma oportunidade para fazer algo que nunca foi parte dos meus planos e aceitei. Apesar de não ser algo que está nos meus planos de longo prazo, eu sei que foi necessário. Conheci pessoas maravilhosas nesses últimos anos e essas pessoas me deram ainda mais oportunidades para crescer e me conhecer. Hoje eu sei que eu precisava ter aceitado, pois só por causa daquela oportunidade eu me encontrei.

Também mudei de ideia em relação ao meu curso de graduação. Quando entrei na faculdade, eu tinha uma coisa na cabeça, agora já tenho outra. Hoje, sei o que quero e estou fazendo o possível para chegar lá. Isso porque mantive a mente aberta e agora um sonho de infância não é mais prioridade, pois um sonho de adulta tomou seu lugar.

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Outra lição desses meus 21 anos foi aprender a deixar para trás tudo aquilo que faz mal e colocar meu bem estar em primeiro lugar. Não é fácil, principalmente quando o mundo inteiro despreza o egocentrismo e egoísmo. Mas olha, nenhuma dessas coisas tem muito a ver com ser sua própria prioridade. Você se dar valor não diminui o valor do outro. A questão é ter plena consciência do que lhe faz bem ou não e dar um basta a tudo aquilo que lhe priva de sua felicidade.

Às vezes é uma pessoa que a gente ama. Não por ela ter um caráter ruim, mas por motivos mais profundos. Não é de propósito, ela nunca iria querer seu mal. Mas algumas pessoas, como eu, são esponjas emocionais e sugam tudo, inclusive o ruim.

Não estou falando de dizer adeus, cortar relações, nunca mais fazer amizade. Longe disso. Estou querendo dizer que se colocar como prioridade em situações assim é importante pare que você saiba que você não merece o que está acontecendo, que aquilo vai além de você. Perceber relações tóxicas foi uma das melhores coisas que eu já fiz, apesar de ainda não ser exatamente craque. Também não estou dizendo que não sinto falta ou que é fácil botar limites, mas a diferença que isso faz é muito clara – e muito, muito boa.

Tudo isso está ligado a que tipo de energia você quer ao seu redor. Pessoas negativas, pensamentos negativos e reclamações tem energia ruim e chega um momento que isso começa a pesar em você, mesmo que você não seja o produtor. Com o tempo, não adianta o quanto você tente, haverá tanta coisa negativa ao seu redor que o positivo não parecerá possível de se alcançar.

Por isso eu tenho tentado me manter longe de tudo que é negativo, incluindo pessoas. Precisamos de toda energia possível para chegar a algum lugar e essa energia tem que ser positiva e motivadora.

Ainda não sei muita coisa sobre qualquer coisa, mas tenho levado todos os meus aprendizados comigo. Para meu 22º ano, permanecerei tentando melhorar como pessoa e aprender com todos aqueles ao meu redor. Agradeço a todos que tenham participado de qualquer forma desses 21 anos, tenham certeza que todos me ajudaram de alguma forma.

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